História e minha descendência

Através deste livro, ( palavras extraídas do livro de papai),  é nossa intenção, eternizar esta aventura e coragem dos nossos antepassados, e transmiti-la aos nossos filhos, e estes a seus filhos e assim sucessivamente para que possam perceber as dificuldades que se apresentaram no dia a dia dos seus antepassados. E talvez as usar para fazer uma comparação com as dificuldades que se apresentarem no momento.

Nós, como descendentes de um imigrante desbravador e muito corajoso, queremos externar nossa gratidão, com certa dose de compaixão, ao nosso BISAVÔ (Lorenzzo) que soube firmar em terra fértil a base de uma grande geração. No dia 23 de junho de 1832 nascia na cidade de Civezzano o Sr. Lorenzzo Facchinelli, filho do segundo casamento do casal Giovanni Facchinelli e de Catterina Hoss, ele com 56 anos de idade e ela com 34 anos. No primeiro casamento ficou viúvo de Catterina Zoriatti.

No dia 10 de Abril de l869, na cidade de Civezzano, Lorenzzo casou-se com a Srta. Giuditta Rossi, natural da comuna de Pergine Valsugana e desta união matrimonial nasceu em 26 de Fevereiro de 1870, Daniel Francesco Facchinelli. Em 01 de Agosto de 1872 nasceu a filha Giacinta Maria Filomena e em 28 de Junho de 1875 nasceu o Emilio Giuseppe Fachinelli. No principio de 1875, partiram de Civezzano. Viajaram de trem, passaram por todo o Norte da Itália e seguiram viagem pela França. Embarcaram no porto de Le Havre (França), resolveram seguir por este porto, pois era o caminho mais curto em vista de estar localizado no oceano Atlântico e também servido por barcos a vapor. Viajaram todo e mês de Novembro de 1875 e em 1º de Dezembro do mesmo ano desembarcaram no Rio de Janeiro.

Nesta época, a filha Giacinta adoeceu e já demonstrava sinais de passamento, causando uma grande preocupação, pois em caso de morte deveria ser imediatamente jogada ao mar. Não queriam que um filho deles tivesse por tumulo o fundo do mar e fosse comido pelos peixes. Passaram-se mais dias e a saúde da menina iniciou uma contagem regressiva e faleceu, mas como já tinham avistado a terra, procuraram um meio para não jogá-la ao mar e dar-lhe uma sepultura digna em terras do continente. Para isto, esvaziaram uma mala, fazendo um rolo com as roupas, atiraram este rolo ao mar simulando o defunto sendo jogado, mas o cadáver ficou escondido na mala que tinha sido esvaziada. No dia seguinte desembarcaram no Rio de Janeiro no morro da saúde no porto de Mauá e, a menina Giacinta foi enterrada na ilha das Flores.

Lorenzzo e Guiditta escolheram então viajar mais para o sul, nas terras escolhidas por eles, já existia um barracão para abrigar os novos moradores, que permaneciam neste local até que a comissão de terra aparecesse para fazer a distribuição das colônias já demarcadas. As terras não eram mais gratuitas e a metragem também não era igual, portanto o imigrante passaria a adquirir colônias maiores ou menores, de acordo com suas possibilidades financeiras. Nossos antepassados, Lorenzo e Guiditta descidiram comprar o lote rural nº 39 da linha Figueira de Mello, com uma área de 484.000 m², hoje município de Garibaldi Rio Grande do Sul Brasil.

Lorenzzo nunca desanimou, pois tinha sempre presente que, para vencer, tinha de lutar muito, não ser covarde e ter sempre em mente a decisão consciente de imigrar fugindo das doenças e incertezas que a Itália e a Áustria ofereciam. Como ex-militar, sempre foi muito determinado, pensando, em primeiro lugar, no bem-estar da família. E também não se esquecendo da comunidade em que vivia. Lorenzzo ajudou na construção da primeira capela de São Marcos, inclusive facilitando a importação do sino que ate hoje está instalado. No momento da instalação do sino, sofreu uma queda que lhe custou a vida, deixando na dor da partida, os filhos e a esposa que sempre foi a companheira das muitas lutas e dificuldades. Faleceu sem poder usufruir dos benefícios de tão grandes lutas, nem vivenciar as alegrias próprias dos vencedores. Por ironia de destino, encerrou sua caminhada fazendo o que ele mais gostava. Deixou sua esposa Guiditta, que esteve ao seu lado encorajando-o quando o desânimo se abatia sobre ele, e auxiliando-o nas lides agrícolas e domésticas. Aos domingos era ela que rezava o terço com os demais moradores e após, promovia reuniões com as demais mulheres, analisando as dificuldades de cada uma e à medida do possível, auxiliava na solução de muitos problemas, tanto de relacionamento, tanto dos com os demais moradores como ou familiares.

Naquela época era costume entre os imigrantes, principalmente entre as mulheres, fazer uma visita à esposa que gerasse  uma criança. Nesta visita também era costume levar algum animal vivo e que simbolizava uma nova vida, entre os animais, cuja símbologia mais marcante era a fecundidade, usualmente levava-se uma galinha choca, ou seja, galinha com ovos ja fecundados que poderia gerar pintinhos ajudando no sustento da jovem família. Uma simbologia muito pratica, com este gesto, as mais antigas, incentivavam a parturiente jovem mãe, a continuar gerando mais vidas. A bisavó Giuditta foi com a oferenda, juntamente com os filhos Daniel e Emilio, visitar a parturiente jovem mãe que morava no lote rural nº 33 na ala Norte da mesma linha Figueira de Mello. Lá chegando e após as saudações de costume, a “Bambina” o bebê, que iria se chamar Maria, foi apresentada aos filhos de Guiuditta. Daniel surpreendentemente tomou a palavra dizendo que: la bambina e tropo bella e quando la deventera granda la volio esposare e la deventera madre de miei fili, traduzindo: a criança é muito bela e quando for grande a quero por minha esposa e será a mãe dos meus filhos. A visita continuou e com uma conversa muito animada girando um torno do primeiro nascimento no Brasil dos companheiros de imigração, do casal Damiano e Luigia Chiesa. Falaram bastante das aventuras da viagem e quais os planos para um futuro cada vez melhor. Após comerem os grostolis e tomarem uma xícara de brodo (caldo de galinha). Despediram-se almejando muita sorte no futuro que se desenhava muito promissor. Daniel, embora não tivesse idade para tomar alguma resolução, demonstrou que aquela sua escolha era para valer, pois esta sua previsão se concretizou com o casamento entre ambos pelos idos de 1894. Estas informações e o relato a seguir me foram passadas por Praxedes Facchinelli, filha de Daniele, e por Elpidio Facchinelli (Frei Marcos) filho de Emilio Facchinelli.

A bisavó Giuditta era uma mulher muito corajosa e com uma cultura maior dos demais, como já sabia se comunicar com os brasileiros ia até a cidade providenciar, junto à comissão de terras, os víveres necessários para toda a comunidade, bem como providenciava junto ao comércio, as compras para suprir as necessidades de algum imigrante. O caminho para isto era muito longo e durava diversos dias. Em muitas ocasiões teve que lutar com animais ferozes, ferindo-se com frequência, cheio de perigos e aventuras que muitas vezes resultavam na perda dos produtos, pois existiam tambem bandidos que assaltavam os imigrantes. Ela muito resuluta, voltava à comissão de terras, relatava o fato com tanta precisão, dando muita ênfase no que dizia, e conseguia repor o que havia sido roubado.  Nunca voltou de mãos vazias. Era muito justa no cumprimento desta tarefa, de acordo com informações de pessoas idosas que a conheceram, nos informaram que ela era muito caritativa e trabalhara muitos anos como catequista, instruindo os próprios filhos, netos, e os filhos dos imigrantes da comunidade.

Como era esposa de um ex-militar, nesta missão não só ministrava a parte religiosa, mas inclui noções de higiene e disciplina, dava conselhos e orientações para enfrentar a vida com muita coragem e altivez, nunca praticar atos ilícitos que viessem em desabono próprio e de seus familiares. Era muita determinada e quando assumia alguma tarefa, tanto familiar como comunitária, só parava quando a mesma fosse concluída.

Daniel continuou na agricultura iniciada pelo seu avô Lorenzzo, contando com a ajuda dos filhos e filhas maiores, aumentou suas lavouras e como resultado, a renda aumentava ou se mantinha estável. Adquiriu mais terras para a colocação dos filhos homens, os quais, quando casassem, também recebiam os animais e ferramentas, bem como uma casa e benfeitorias para iniciar uma nova etapa em suas vidas. As mulheres era dado um enxoval composto por uma máquina de costura, tecidos, uma vaca e outros animais domésticos.

Daniel também teve um grande cuidado com a instrução dos filhos, não descuidando da parte religiosa e da disciplina dos filhos. Não admitia que ninguém ficasse fora de casa após as 17 horas. Na hora do Ângelus fazia junto com toda a família as orações do fim do dia e, enquanto o jantar ficasse pronto, reunia os filhos para ensinar-lhes o catecismo, reforçando o que apreendiam das catequistas. Ele não aceitava a idéia de que um filho fosse reprovado no exame da catequese que normalmente antecedia a primeira Comunhão.

Daniel e Maria tiveram 12 filhos, sendo o sétimo filho o nosso avô Eduardo Fachinelli:

  1. Primo Fachinelli
  2. Elvira Fachinelli
  3. Raphael Fachinelli
  4. Deonisia Fachinelli
  5. Aurelia Fachinelli
  6. Alice Fachinelli
  7. Eduardo Fachinelli
  8. Narciso Umberto Fachinell
  9. Verônica Fachinelli
  10. Praxedes Fachinelli
  11. Armelindo Fachinelli
  12. Ulderico Fachinelli

EDUARDO VICTÓRIO FACHINELLI – Nasceu em 29 de Junho de 1909, na linha Figueira de Mello, capela de São Marcos, hoje distrito de Marcorama, município de Garibaldi (RS). Embora ainda na adolescência, iniciou os trabalhos da agricultura, nas lavouras da família e que já eram bastante grandes. Foi uma pessoa muito alegre, gostava muito de cantar participando ativamente no coral da família e na equipe que abrilhantava as cerimônias religiosas, e quando era solicitado a prestar algum serviço comunitário. Sempre o fazia com muita alegria e dedicação. Em 25 de março de 1933 casou com Rosa Andreola e logo após o nascimento do primeiro filho, em meados de 1934, foi morar na capela de Santa Ana na linha Figueira de Mello, adquirindo as terras do Sr. Emilio Fachinelli. Continuou com as lavouras já iniciadas e de imediato contratou um auxiliar para os serviços agrícolas, contratou também uma empregada domestica. Vendo que a cultura da uva era mais lucrativa, dedicou-se com maior esmero á viticultura, iniciou a construção de uma cantina a qual serviria também de moradia em parte do andar superior, após a conclusão da mesma a alugou a Sociedade Vinícola Riograndense Ltda, e passou a residir no andar superior. Por uma imposição legal, foi proibido este tipo de cantina, sendo obrigado a demolir a moradia localizada no andar superior. Deu-se inicio a construção de uma nova moradia separada da cantina. A construção obedeceu as formas das construções antigas, ou seja: ótimo porão e cozinha separada, foi uma das primeiras moradias que possuía um local destinado para os banhos, e também possuía energia elétrica para fornecer luz através de Cata-vento, este tipo de energia foi o inicio das pesquisas para se chegar a atual energia eólica. Passados uns anos o corredor que separava a cosinha foi utilizado para a construção de um banheiro interno, o que para muitos era um grande exagero, mas na realidade era um grande conforto e já existente nas moradias da cidade.

 Desde a época em que foi morar em Santa Ana passou por muitas e grandes dificuldades de saúde com a esposa e filhos, o que motivou uma grande falta de dinheiro, sendo obrigado a contrair novos empréstimos para saldar os anteriores, mas sempre lutou com muita bravura e nunca desanimou diante destas dificuldades e das muitas provações. Perdeu um filho recém-nascido vitima de meningite fulminante. Sempre repetia o dito popular: “Após  a tempestade surgirá um dia mais brilhante.”, alusão feita para dizer que um dia iria colher os frutos dos grandes sofrimentos momentâneos. Sempre apoiou as iniciativas dos filhos que desejavam continuar com os estudos, sacrificando-se com a falta de ajuda nos serviços agrícolas. Prova está que todos os filhos tiveram oportunidade de estudar, duas filhas tornaram-se professoras, uma costureira e, um contador e o primogenito eletricista. Quando não tinha mais condições de trabalhar foi morar com o filho primogênito na cidade de Carlos Barbosa (RS), onde faleceu em 26 de Setembro de 1974 deixando na viuvez a esposa, a qual faleceu em 28 de maio de 1997, e neste período sempre morou junto ao filho primogênito na cidade de Carlos Barbosa.

EGIDIO FACHINELLI – Nasceu no dia 06 de janeiro de 1934 na vila de São Marcos, hoje distrito de marcorama, município de Garibaldi (RS), filho primogênito de Eduardo Victorio Fachinelli e de Rosa Andreola. Logo após seu nascimento, mais precisamente em meados de 1934, foi morar junto com os pais na capela de Santa Ana, na mesma linha Figueira de Mello. Frequentou as aulas do primário na parte da manhã, na parte da tarde ajudavam nos serviços domésticos e agrícolas, quando os demais irmãos já tinham ido estudar para concluir o ensino fundamental, manifestou o desejo em continuar com os estudos, os pais concordaram e o internaram no Colégio dos Irmãos Maristas na cidade de Garibaldi (RS). Lá permanecendo por um período muito curto, pois teve uma doença que atingiu a visão, obrigando-o a abandonar os estudos, e segundo o médico que atestou este tipo de doença, também deveria ter muito cuidado no apanhar sol e não fazer trabalhos muito forçados, para não atingir o olho que estava são. Dentro destes limites de saúde, voltou a trabalhar na agricultura com o pai, mas já pensando em outra atividade. Casou em 13 de Fevereiro de 1954 com Inês Brigolini. Continuou trabalhando na viticultura e vendedor ambulante de produtos agrícolas, com a caminhão que tinha sido substituído pelo automóvel. Foi morar com os pais em Marcorama, mas por pouco tempo, foi morar na cidade de Garibaldi para apreender a profissão de eletricista, conseguindo habilitação para este tipo de atividade.  Passou a residir na cidade de Carlos Barbosa (RS) exercendo esta profissão como autônomo, mas logo realizou um concurso para ser eletricista da prefeitura, foi aprovado e contratado pela mesma, trabalhou até se aposentar. Gostava muito de cantar, participando ativamente em diversos corais, foi por muitos anos maestro de um coral de Marcorama, fundado pelo irmão Dormelindo, procurava manter vivas as tradições italianas herdadas pelos antepassados, no porão da casa fazia os mais diversos embutidos, vinificava e fazia diversos licores artesanais, através de um alambique a gás. Faleceu em 28 de Dezembro de 2003 no hospital em Caxias do Sul (RS) e foi enterrado na cidade de Carlos Barbosa (RS).

JUDICTA FACHINELLI – Nasceu em 10 de Outubro de 1936 na capela de Santa Ana pertencendo ao distrito de Floriano Peixoto no município de Garibaldi (RS), atualmente pertencendo ao município de Coronel Pilar (rs), filha de Eduardo Victorio Fachinelli e Rosa Andreola Fachinelli. Realizou um curso por correspondência no Instituo Universal Brasileiro, onde se formou costureira, tendo exercido esta profissão por diversos anos, tanto em Santa Ana, como em Marcorama. Quando o irmão Dormelindo resolveu ir para Quilombo (SC), a mãe pediu para a filha ir junto com o irmão e lá permanecer por algum tempo ou até que irmão necessitasse ou se estabelecesse, mas o destino mudou radicalmente seus rumos, pois iniciou um namoro com o filho do proprietário da casa alugada, após este namoro casou em 04 de maio de 1963 com Albino De Bortoli, continuou exercendo a profissão de costureira, montando um modelar atelier de costura, realizou diversos desfiles de moda, tendo granjeado uma boa fama também em municípios visinhos. Faleceu prematuramente em 14 de Junho de 2001.

ANA MARIA DELAZZERI – Nasceu em 05 de maio de 1938 na cidade de Garibaldi (RS), filha de Ana Fachinelli Delazzeri e Avelino Delazzeri, freqüentou e concluiu todo o ensino fundamental e neste período trabalhou como domestica, iniciou como professora e foi transferida para Santa Teresa, na época pertencendo ao município de Bento Gonçalves (RS), casou no dia 17 de Julho de 1993 com Luiz Carlos Barella, passando a se chamar Ana Maria Delazzeri Barella continuou estudando na UCS. No campus de Bento Gonçalves (RS) onde concluiu o curso de Letras, atualmente  leciona na cidade de Garibaldi (RS) e no  recém criado município de Santa Teresa (RS).

GABRIEL FACHINELLI (NASCIDO EM 22 DE DEZEMBRO DE 1939 E FALESCIDO EM 06 DE OUTUBRO DE 1940)

LOURDES FACHINELLI – Nasceu em 12 de Fevereiro de 1941 na capela de Santa Ana então pertencendo ao distrito de Floriano Peixoto, no município de Garibaldi (RS), transformado no município de Coronel Pilar (RS). Ainda muito jovem internou-se no colégio de Freiras na cidade de Flores da Cunha (RS), lá ficou por diversos anos, quando foi transferida para a cidade de Garibaldi (RS). Ficou no convento em Garibaldi (RS) até se formar professora, iniciando as atividades em diversas escolas municipais. Casou no dia 13 de Janeiro de 1968 com Ilso Postingher, continuou lecionando no município ate se aposentar e atualmente reside na capela de Santa Ana e nas mesmas terras que foram propriedade do pai Eduardo.

 

 

DORMELINDO FACHINELLI, nasceu em 10 de abril de 1935, filho de Eduardo Fachinelli, neto de Daniel Francesco Fachinelli e bisneto de Lorenzzo e Giuditta Fachinelli, portanto, segunda  geração de Italianos nascidos no Brasil.

Em 1945 ingressou Seminário San Jose com base na cidade de Alfredo Chaves, atual Veranópolis (RS), que mais tarde mudou-se para o Seráfico Seminário São Luiz de Vila Ipê (RS) na altura do município de Vacaria (RS), por razões de saúde deixou a vida religiosa. Retomou seus estudos na Santo Antonio Colégio dos Irmãos Maristas, na cidade de Garibaldi (RS). Em 10 de dezembro de 1960, a Contabilidade foi formada pela mesma escola, iniciando atividades nessa área. Antes de concluir o mesmo, e 23 de janeiro de 1960 ele se casou com Celestina Agostini, mais conhecido por Anita, e trabalhou para o sustento da família nova na empresa Confecções Brasileiras Sul Ltda.

Em 1962, recebeu um convite incomum de seu primo por casamento Albino Sponchiado, que irá atender a mover-se para a cidade de Quilombo (SC), que ocorre em 21 de junho de 1962, ele emigrou como seus ancestrais. Vai residir com o esposa esposa Anita, o filho mais velho Flávio Luís, e Judicta em Quilombo. Nascido em faiscido Paulo Roberto, Aida Teresinha e Ana Cristina. Nesta cidade, ele montou um escritório de contabilidade onde foi prestar assistência contábil às jovens empresas que iniciaram suas atividades lá.

Ao mesmo tempo, como um homem bem-educado com educação formal, Tecnico em contabilidade, foi o primeiro contador do recém-criado município de Quilombo e foi sócio fundador de:

1962 (27 anos): Chegada em Quilombo – Função: Contador da Prefeitura. O município acabava de ser emancipado. Ele foi responsável por organizar a contabilidade da Prefeitura e os principais processos administrativos;

1964 ( 29 ANOS):

– Fez parte da coordenação na construção da Igreja Matriz de Quilombo, obra iniciada em meados da década de 60 e concluída em 1969.

– Participa ativamente da comissão que constrói voluntariamente o Hospital São Bernardo.

l965 (30 anos) :

-Para atendimento e administração do recente criado Hospital São Bernardo vieram, as Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Ajuda a organizar e torna-se membro ativo da entidade mantenedora da Sociedade Hospitalar Beneficente São Bernardo – Hospital São Bernardo – Fez parte da Diretoria, tendo sido seu primeiro Contador e orientador administrativo por vários anos a partir do final da década de 60 até meados da década de 70. (trabalho que fez voluntariamente);

-SER – Sociedade Esportiva e Recreativa Quilombo – Sócio fundador Diretor e Presidente da Quilombo por diversas gestões.

1966 (31 anos):

-Participa da comissão que viabiliza a vinda da eletricidade ao município, até então gerada por empresa particular;

-Foi um dos patrocinadores do novo Centro Cirúrgico do Hospital São Bernardo, construído na nova ala de ampliação do Hospital inaugurada no dia 08/12/1970, juntamente com autoridades do Município, médico da cidade e parlamentares do Estado de Santa Catarina.

1969 (34 anos):

-Participa ativamente do Círculo de pais e Mestres da Escola Jurema Savi Milanez;

-Liderou o frupo de familhas, e fez  parte do Movimento Familiar Cristão – MFC participando de reuniões para discutir e planejar a liturgia das celebrações e orientar as famílias quanto à conduta religiosa dos seus membros, foi conferencis e membro ativo no processo de preparacao de noivos que decidiram formar novos nucleos familiares..

1970 (35 anos): Participa ativamente da política local, sendo candidato a vice-prefeito. Nestes anos intensifica sua atividade assistencial, auxiliando pessoas vulneráveis, dependentes de álcool, pobres;

1972 (37 anos): Participa da fundação da ACIQ – Associação Comercial e Industrial de Quilombo – Câmara de Dirigentes Logistas – CDL e Serviço de Proteção ao Crédito.

1973 (38 anos): Influente junto à administração municipal contribuiu com seu trabalho na obtenção de recursos públicos para a construção do novo complexo turístico de Quilombo inaugurado em 07/10/1974.

1974 (39 anos): Participa da comissão que funda uma escola de Ensino Médio, comunitária, onde foi tambem professor;

1976 (41 anos): Inicia a sua formação como Ministro da Eucaristia, que perdurará por dois anos, exercendo a função ate o dia de hoje levando o santissimo para doentes em suas casas.

1977 (42 anos) Principal líder pró-implantação da Rodovia SC 468, atual SC 157, que liga Chapecó a São Lourenço do Oeste, inaugurada em 1982, num trecho de 100 km.

1978 (43 anos) Em 29 de julho de 1978 formou-se o curso de formação especial Superior de professores de economia em FUNDESTE na cidade de Chapecó (SC).

1978 (43 anos): Parte de Quilombo, rumo a Bento Gonçalves, retornando às terras dos seus parentes mais próximos. Em grande parte por problemas de saúde. O clima úmido de Quilombo era prejudicial a um problema crônico de asma.

1979 (44 anos): Imediatamente engaja-se nas atividades da Paróquia Santo Antônio, sendo Ministro Extraordinário da Eucaristia. Atividade que exerceu por décadas, ajudando nas Celebrações da Eucaristia e levando a Eucaristia aos doentes;

2000 (66 anos): Aposentou-se vendendo seu escritório, Fachinelli Contabilidade para seu sobrinho e afilhado Clodoaldo Piacentini e Dalvo Piacentini, o escritorio existe ate o dia de hoje.

Em 2003, morreu a esposa Anita, 3 anos após contrayo 2º núpcias com Professor NAIR MARIA Bem, com quem é casado até hoje e hoje, e o acompanha  nesta peregrinação em honra aos antepassados.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s